sábado, 19 de maio de 2018

REPORTAGEM DO 407º ENCONTRO DA TERTÚLIA BD DE LISBOA - 8 MAIO 2018

REPORTAGEM 
DO 407º ENCONTRO 
DA TERTÚLIA BD DE LISBOA
8 MAIO 2018

CONVIDADO ESPECIAL
RAFAEL SANTOS HENRIQUES





Rafael Santos Henriques nasceu na cidade de Torres Vedras, a 16 de março de 1999. Tendo sempre vivido nos arredores da sua terra natal, desde novo se interessou pelo desenho e pela animação. A partir do seu gosto por animes e mangas ao estilo japonês, com 14 anos começou a criar as suas próprias bandas desenhadas. Completou o Curso de Ciências e Tecnologias do ensino secundário no Externato de Penafirme. Para além disso frequentou durante um tempo a Escola Secundária Artística António Arroio, o que lhe permitiu alargar os seus horizontes e definir novas metas no que respeita à sua paixão pelas artes. Aos 16 anos decidiu aventurar-se a um nível mais sério e procurar uma editora que estivesse disposta a publicar os seus trabalhos, tendo surgido essa oportunidade através

da “Escorpião Azul”. Até hoje já publicou duas obras associadas a esta editora, uma pequena banda desenhada numa coletânea de ficção científica de vários autores, e o seu primeiro álbum a solo: “Inocência Perversa”, que consiste em pequenas histórias de teor psicológico e ficcional, e foi lançado originalmente na edição de 2016 da Amadora BD. Atualmente é estudante de Engenharia em Lisboa, mas continua a desenvolver ideias e a aperfeiçoar o seu estilo de desenho de modo a criar novos trabalhos num futuro próximo, que transpareçam cada vez mais as suas filosofias e tramas psicológicos. Uma das suas maiores paixões, para além da banda desenhada, é a fotografia contemporânea, que funciona como outro escape artístico e se conjuga mesmo com o desenho de modo a expressar as suas emoções e ideias.

Páginas de Rafael Henriques
https://www.instagram.com/u_even_leaft/
https://www.behance.net/rafaelhenrd9e7
https://www.shutterstock.com/pt/g/rafaelhenriques
https://www.linkedin.com/in/rafael-henriques-3521b3162/
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COMIC JAM 

Os autores obrigados a participar foram:

1 - Rafael Henriques
2 - Joana Duarte
3 - Quico Nogueira
4 - Sharon Mendes (arg.) + Joana Geraldes (des.)
5 - Álvaro


FOTOS
(de Álvaro)















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quinta-feira, 17 de maio de 2018

SOBRE JOSÉ CARLOS FERNANDES... NA REVISTA TIME OUT

Caríssimos/as amigos/as, nova interrupção no Kuentro devido a novo internamento hospitalar (a que já chamo “Férias em Sta. Maria” - às vezes é preciso brincar com as adversidades).

Retomo hoje as lides, com uma referência ao trabalho actual, semanal, de José Carlos Fernandes (e isto desde que deixou de realizar BD) na revista Time Out sobre música Clássica e Jazz que esporadicamente acompanho.

SOBRE JOSÉ CARLOS FERNANDES...

NA REVISTA TIME OUT
16 DE MAIO 2018


Jazz&Clássica
Cristãos, mouros e judeus

A história do Reino de Granada é contada através de música por Jordi Savall, com La Capella Reial de Catalunya e Hesperion XX.

José Carlos Fernandes convida a uma viagem no tempo ao al-Andaluz* das "Três Culturas".

Para lamentar as manifestações de intolerância religiosa do nosso tempo, há quem evoque a idílica convivência entre diferentes credos e culturas no al-Andaluz da Idade Média. Porém, se é verdade que os conquistadores islâmicos permitiram que cristãos e judeus mantivessem as suas religiões e o auto-governo das suas comunidades, é excessivo imaginar que os governantes do al-Andaluz eram multiculturalistas na acepção moderna, ou que entre as três crenças não havia atritos.

Nem sequer no seio de cada crença reinava a harmonia: foram as dissensões internas que, em 1009, levaram à desagregação do Califado de Córdova em múltiplas entidades políticas – as taifa. Uma das mais importantes foi o reino de Granada, fundado em 1013 e que conheceu um período de florescimento nas artes, ciências e ideias, interrompido em 1090 pelos Almorávidas.

Os reinos taifa, enfraquecidos por incessantes quezílias, tinham pedido auxílio a estes Berberes do Norte de África para fazer face às hostes cristãs, mas, após suster o avanço de castelhanos e aragoneses, os Almorávidas acabaram por subjugar aqueles que tinham vindo ajudar, a pretexto de estes se terem afastado da fé islâmica.

Os Almorávidas instauraram um regime fundamentalista que seria suplantado pelos Almóadas, também berberes e adeptos de uma interpretação estrita do Islão.

Granada caiu nas suas mãos em 1157 e o acréscimo da intolerância trazido pela sua governação fez muitos cristãos e judeus buscar refúgio nos (pouco tolerantes) reinos cristãos.

A pressão cristã acabou por causar a desintegração do Califado Almóada, permitindo que em 1230 surgisse o Emirado de Granada, governado pela dinastia Nasrida, que iria ver o seu território encolher gradualmente até à capitulação final perante os Reis Católicos em 1492. Savall poderia ter fechado aqui o arco da sua narrativa, mas, nos primeiros anos sob os Reis Católicos, os mouros de Granada foram tratados com benevolência, podendo manter credo, tradições e propriedades e reger-se pela lei
islâmica.

Só em 1499 se iniciaram as perseguições, que culminaram em 1502 com a imposição aos granadinos de escolher entre a conversão à fé cristã e a expulsão – e foi esta a data que o maestro catalão escolheu para termo do fascinante CD Granada 1013-1502 (Aiia Vox), em que se mesclam tradições cristãs, islâmicas e judaicas, maginativamente recriadas por La Capella Reial de Catalunya e pelo Hesperion XX e pelos músicos do Norte de África e Médio Oriente que têm vindo a participar nos projectos transculturais de Savall a mesma equipa olímpica que agora se apresenta na cidade que já se chamou al-Ushbuna**. •

* al-Andaluz: a Península Ibérica sob ocupação moura (islâmica/mauritana) – nota do Kuentro.
** al-Ushbuna: a Lisboa moura – nota do Kuentro.

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Adams, Holst, Strauss

As trips pelo espaço sideral estão mais associadas ao rock psicadélico, à kosrnische e ao trance, mas desta vez poderá experimentar-se a sensação de imponderabilidade e de viagem astral no ambiente mais formal do Grande Auditório da Fundação Gulbenkian e com o concurso da orquestra da casa. "Uma Odisseia em HD", programa com direcção de Robert Ziegler, articula duas peças com conotações cósmicas, directas - a suíte sinfónica Os Planetas, de Gustav Holst – e indirectas – o poema sinfónico Assim Falava Zaratustra, de Richard Strauss, que foi usado por Kubrick na banda sonora de 2001: Odisseia no Espaço. Os Planetas foi composta em 1916, o que explica que tenha só sete andamentos: a Terra não conta e Plutão só seria descoberto em 1930 (de qualquer modo, seria despromovido a planeta-anão em 2006).

A música é complementada pela projecção de imagens da Terra vista do espaço e o programa inclui ainda Short Rideina Fast Machine, composto em 1986 por John Adams, que, não possuindo vinculas espaciais, merece ser ouvida e cuja exuberância e brilho orquestral combina com as duas obras de Holst e Strauss. • JCF

Fundação Gulbenkian. Sex 21.00h, Sáb 19.00h, 15·30€.

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